De um lado este carnaval, de outro a fome total.
Não, eu não faço parte de nenhuma ONG, nem sou membro do PETA, nem faço muitas ações solidárias com o próximo (inferno, me espere).
Mas, sempre que chega o carnaval, essa frase do título do post vem á minha cabeça. Muita gente acha que sou contra o carnaval. Mas, sinto decepcionar estas pessoas: Não sou! Se elas gostam da ilusão que tudo é maravilhoso nesses 4 dias, boa sorte! Quem sou eu pra dizer o contrário? Só não gosto de ver a cidade que praticamente nasci virar banheiro, lixão e motel.
Não quero me aprofundar nisso nem perder o foco deste texto, então: Por acaso, vocês já ouviram falar na “Festa do Tomate” (La Tomatina) que ocorre “tradicionalmente” na Espanha todo ano?
É uma festa onde as pessoas atiram umas nas outras toneladas de tomate. E fazem isso desde 1945 em Buñol, cidade na província de Valência. Deve ser emocionante, pois os relatos são:
“Foi ótimo, excelente, fantástico. É como em um concerto de rock, você entra no ritmo e apenas continua. As ruas ficaram parecendo um imenso rio vermelho”.
Esse tipo de festival atrai milhões de pessoas, de toda a parte do mundo: Japão, Austrália e Estados Unidos. Tudo isso no intuito de fazer “guerra de comida” durante uma hora.
Eu fico pensando: Se as pessoas do mundo todo se juntassem dessa forma para tentar mudar o destino de muitos – não importando se são boas, ruins, solidárias ou não – Tudo poderia vir a ser diferente. Enquanto milhões de pessoas morrem de fome na África, onde crianças nem sequer tem forças pra ficar de pé, outros milhões de desgraçados desperdiçam tomates por diversão.
Tem certas coisas que eu não entendo. E acho que jamais entenderei. E outras que eu jamais gostaria de saber.
Posso ser acusado de hipocrisia por causa deste post. Se for o caso, não tenho medo disso. Tenho minhas idéias muito bem formadas sobre isso. Acusações de chatice e dono da razão, mesmo que equivocadas, já ouvi bastante.
P.S: Antes de morrer farei parte de uma ONG, simpatizo bastante com o PETA e a solidariedade com o próximo eu deixo pra quem merece.
Postado em fevereiro 28, 2009 às 02:07 e arquivado sobre Textos. Você pode acompanhar qualquer resposta por RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.
fevereiro 28, 2009 às 10:26
:O
Entrei aqui pra rever seu blog e me deparei com esse texto lindo… Vc disso tudo, estrela!
Parabéns, mais uma vez!
Beijo
março 1, 2009 às 22:22
É Marquinhus, cada um se anestesia como pode.
Uns se iludem com Carnaval, outros com BBB, outros com ONGs, outros com o Amor, outros com Religiões… E assim somos Homo Sapiens Sapiens!!!
março 2, 2009 às 00:06
Catinho!!!
A D O R E I seu blog, seu post… tudo aqui é lecal.
Concordo em gênero, número e grau com a sua opinião. Só não penso, necessariamente, em fazer parte de uma ONG, mas, quem sabe, contribuir de alguma forma, isso sim.
Beijos e continue inspirado assim. ;P
março 2, 2009 às 19:16
Oie Marquito,
Amei esse post.
Você não está sendo hipócrita, pelo contrário, está sendo realista!
Não sabia dessa “festa do tomate” que acontece na Espanha, realmente, é uma falta de respeito com o próximo!!!!
É até desumano!
Fiquei revoltada com isso!
Hum..adorei teu blog, vou conhecer melhor meu amigo!
Adoro você!
Beijos
março 4, 2009 às 02:28
Markitu! Vamos para La Tomatina 2009!!!
~~~
“Blog do Marcus Melo – Hospedado na Cooter Net Hosting”
março 8, 2009 às 14:01
É um ótimo caso a se pensar. Estamos aqui por um propósito além? Bem fundamentado, Papito. Seria bom se as pessoas tivessem proximidade com as reflexões.
Abraço.
março 13, 2009 às 19:44
Ouvi essa música hoje e lembrei dessa postagem no teu blog!
(é da música num é?)
kkkkkkk
xêrooo
março 13, 2009 às 20:11
Eita, sério? Essa música sempre me vem a cabeça nessa época.
abril 25, 2009 às 18:18
Já tinha ouvido falar dessa festa e visto imagens.
Não acho que para apontar o dedo a quem faz o mal você precise seu um grande benfeitor. Só de enxerga o mal e ter a atitude de não tomar parte nele você já faz um grande bem. Sim, eu acredito que não fazer o mal já é uma forma, ainda que passiva, de fazer o bem. Não tacar lixo na rua, não agredir os animais, não agredir as liberdades de outros seres humanos, todos esses “nãos” são uma forma de dizer sim a um mundo melhor. Não precisa ser ativista de nada pra se indignar com os absurdos “culturais” que presenciamos todos os dias.
Gostei do post e apóio. Também agradeço pela sua visita ao meu blog.